A ave de Minerva alça seu voo ao entardecer

Na aula de Filosofia refletimos sobre este tema. Pesquisando mais a respeito me deparei com a interpretação da Professora Simoni Rossi Leite, que compartilho abaixo no meu blog:

Li esta metáfora semanas atrás senti um incômodo tomar conta do meu pensamento. Pesquisando fui entender porque aquela frase mexeu tanto comigo. Minerva na verdade trata-se de Atenas, a deusa da sabedoria e da justiça segundo a mitologia grega. Filha de Zeus e Métis, deusa da prudência e primeira esposa de Zeus. As aves são os seres mais próximos aos céus e por isso remete à proximidade com os deuses.

A coruja simboliza a vigilância, aquela que enxerga além dos outros. Assim a filosofia vem explicar o que não fica claro ao senso comum: alertar acerca da nossa vida. A coruja não se destaca por sua beleza como muitas aves de hábitos diurnos. Ela é a ave da noite, de rapina, rápida em suas escolhas e que apanha suas presas despreparadas e desprovidas, que se arriscam na escuridão. Assim, ave de Minerva representa metaforicamente a sabedoria, que nos torna capazes de enxergar o que as outras pessoas não conseguem, e com isso podemos ajuda-las e conduzi-las para bons resultados, o próprio símbolo da Pedagogia.

O filósofo Sócrates enxergava muito a frente do seu tempo. Possuía um poder imenso de argumentação e conduzia as pessoas à “darem à luz as suas ideias”. Era um homem livre para expor seus argumentos que por muitas vezes acabava por ironizar seus inimigos. O filósofo Platão assim como Sócrates não era um homem de notável beleza física, plástica, tão apreciada desde aquele tempo, mas possuía uma imensa sabedoria. E quanto ao “anoitecer”, este nos remete a pensar que toda a sabedoria, justiça e prudência chega até nós através do mestre tempo com a maturidade emocional.

Chega até nós quando paramos que esbravejar nossas concepções e simplesmente observamos, esperando o momento certo de agir, de tomar nossas decisões e fazer nossos juízos sobre tudo que nos acontece nesta jornada chamada vida. E quantos de nós passamos a vida esbravejando, sentados em nossas verdades e discordando do mundo, pagando um alto preço por tudo isso. A reflexão que fica para esta maravilhosa metáfora é: julgar menos e observar mais. 

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Papa Francisco revela que fez Psicanálise para ”esclarecer algumas coisas”

Ao revelar que fez análise, o papa Francisco está dizendo que é gente como a gente

Por que alguém faz análise? Por que o indivíduo procura um psicanalista para contar o que, por vezes, nunca contou a ninguém, exceto, quem sabe, de maneira elíptica? A pessoa certamente está em busca do conhecimento de si. Ao falar, de maneira enviesada ou não, cavoucando a memória, desde a complexa infância, é possível que a pessoa comece a organizar os fragmentos de sua vida. Não para se entender totalmente, ou dotar sua vida de uma ordem precisa e linear, porque isto talvez seja impossível. O objetivo é, por certo, compreender o mínimo de si, porque se é de um jeito e não de outro. A vida, compreendida, talvez fique mais leve. Talvez. Porque a auto-compreensão, especialmente de que somos responsáveis por nossos atos, apesar da pressão social, nem sempre é prazerosa. A descoberta do que somos nem sempre é agradável, daí que manter uma máscara, ou outra persona, eventualmente pode ser menos doloroso.

Há pessoas que temem fazer análise. Cada uma tem suas razões. O medo não é do psicanalista, e nem mesmo de que, mesmo com nomes mudados, o especialista escreva sua história mais tarde. O medo, o grande medo, é de si mesmo, do que a análise pode revelar ou desvelar. A análise pode “exibir” o monstro que habita o ser de um homem? Quem sabe. O mais provável é que o monstro, sabendo por que se tornou monstro e vendo-se em perspectiva, fique menos monstro. De novo, faz-se a opção pelo condicional — “provável”.

Papa Francisco beija um pé de detento, em Roma: sinal de humildade

Ao fazer análise, o indivíduo está à procura de si próprio — quiçá de uma unidade perdida, a ser recuperada com a palavra “ressuscitando” a memória —, mas, ao buscar a compreensão de seu ser, é possível que se abra (um pouco) mais para a compreensão do outro.

Bergoglio e o indivíduo

O papa Francisco, o líder da Igreja Católica mais surpreendente dos últimos anos, é um indivíduo de uma grandeza que aos poucos o mundo vai entendendo. Um papa é um ser quase santo, senão santo, sem o quase. É assim que é visto, inclusive para os que não creem. É um homem admirável. Tanto porque “atualiza” a Igreja Católica, tornando-a contemporânea de seus fiéis — e não só dos fiéis, dado o caráter cada vez mais ecumênico de sua pregação —, quanto pela revelação do que é como indivíduo. O papa não é uma rocha, é um homem com fragilidades, como quaisquer outros indivíduos, e não tem receio de admiti-las. É um religioso, um grande religioso, e é um homem marcante e um “político” (na verdade, um estadista dos mais relevantes) tão notável quanto João Paulo 2º (com sua palavra desarmada contribuiu para a derrubada dos muros do comunismo no Leste Europeu, para citar um exemplo de sua atuação para além da mera “educação” religiosa).

Há líderes que só percebem a floresta, desconsiderando que a compreensão do todo passa pela árvore, pelo indivíduo. O argentino Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, um garoto de 80 anos — pela jovialidade de suas ideias e ações —, não é populista, mas “sente” as dores dos indivíduos, mais do que do povo. Ao entender o que pensa o indivíduo, as agruras que estão além do social (a mudança social por si não resolve problemas individuais), o papa revelou, recentemente, que fez análise.

Jorge Mario Bergoglio fez análise semanalmente, na década de 1970, durante seis meses. A informação consta de um livro de entrevistas do religioso ao sociólogo francês Dominique Wolton e mereceu comentário no “Le Figaro”, jornal da França. Sua analista era mulher e judia. “Por seis meses fui a ela uma vez por semana para jogar luz em algumas coisas. Ela era muito boa, muito profissional… mas sempre se manteve em seu lugar”, afirma o papa. Na análise, a estrela não é o psicanalista — apesar de que alguns analistas, como Contardo Calligaris, se tornaram midiáticos —, e sim o indivíduo, com suas palavras e associações livres (ma non tropo?).

A análise foi feita quando Jorge Mario Bergoglio tinha 42 anos — tida como a idade da razão. O religioso morava em Buenos Aires e a Argentina era controlada por uma ditadura militar cruenta.

Depois das sessões, Jorge Mario Bergoglio manteve contato com a analista. “Um dia, quando estava prestes a morrer, ela me ligou. Não para receber os sacramentos, já que era judia, mas para um diálogo espiritual.”

No livro, o papa Francisco afirma que algumas mulheres tiveram forte influência na sua vida. “Aquelas que conheci me ajudaram muito quando eu precisei me aconselhar com elas.” Há algo mais feminista e avançado que este reconhecimento?

A Igreja Católica, dadas suas raízes arraigadas por uma longa tradição, não muda aos saltos, sua evolução é lenta, mas pode ser um pouco menos lenta. O papa Francisco não quer mudá-la integralmente, porque não é possível nem necessário — há valores vitais na teologia e na filosofia da Igreja —, mas planeja atualizá-la. Nas entrevistas, o papa propõe uma Igreja mais aberta e crítica a linha-dura que quer, mais do que retardar, impedir as mudanças que está propondo. “Padres rígidos têm medo de se comunicar.”

O papa é contundente: “É um tipo de fundamentalismo. Quando encontro alguém rígido, em especial se ele é jovem, eu digo para mim mesmo que ele está doente. Na verdade, estão procurando por segurança”. Não dá para discordar da precisão, quiçá cirúrgica, do líder máximo da Igreja Católica.

O papa é liberal, num sentido amplo, inclusive político e filosófico? Talvez não. É provável que seja conservador, mas não um reacionário. Porém, como integrante de uma instituição que reage mal às mudanças, ainda que cosméticas, o papa Francisco passa a impressão de ser revolucionário, sim, de esquerda — o que não é. Trata-se de uma grande figura de “centro” na hierarquia da Igreja Católica.

A Igreja Católica vai mudar, sob pressão, mas com equilíbrio — é o recado do papa — e sem histeria. O papa Francisco é uma evolução — talvez até uma revolução, ou quase — que contesta mas respeita a ordem.

Ao informar que fez análise, o que certamente não agrada certos religiosos — que são mais “limitados” do que “conservadores” —, o papa Francisco está dizendo mais ou menos o seguinte: os homens são diferentes, mas têm similitudes. O papa é um homem — logo tão falível quanto os demais. O papa, mais do que pop, é gente. Como a gente.

Sua menção à psicanálise, que certamente é libertadora, não foi por acaso. Homens sofisticados e inteligentes, conhecendo o que escreveu o austríaco Sigmund Freud, sabem que nada ou quase nada é por acaso (nem os chistes). O papa Francisco é um intelectual — ainda que não tão profundo quanto o admirável Joseph Aloisius Ratzinger, o papa Bento 16 — da Igreja Católica. Mas é seu caráter mundano, no sentido existencial, que lhe permite ter uma compreensão menos imprecisa e moralista das fraquezas humanas. Uma visão muito próxima da de um psicanalista…

Conclusão

A declaração do Papa Francisco é uma confirmação explícita que precisamos de ajuda de profissionais. As dores, os tormentos, as crises existenciais, os conflitos, o vazio, a solidão, a depressão, a fadiga de viver, a covardia e a ingratidão de pessoas que fingiam serem amigos, o deserto da fé, a aridez da alma e várias perdas na caminhada da vida, tudo isso pode sufocar e desconstruir os alicerces da crença religiosa, daí, entra em cena a terapia psicanalítica para ajudar, aliviar e consolidar o equilíbrio em prol da saúde física, emocional e espiritual. É colossal conectar: Ciências Teológicas e Psicanalíticas na abissalidade da qualidade de vida e congêneres. Realizar sessões de Psicanálise é viver a felicidade no real sentido da vida.

Ao revelar que fez análise, o papa Francisco está dizendo que é gente como a gente

É Normal ser Neurótico?

Nesta série, Christian Dunker pretende responder a algumas dúvidas frequentes relacionadas à psicanálise. No vídeo-pílula de hoje, ele discute a suposta normalidade atribuída a determinados comportamentos a partir da questão “é normal ser neurótico?”.

Somos todos neuróticos? Reconheça os sintomas

Sofrer menos com as neuroses passa por assumir os desejos e construir uma vida nos próprios termos, sem (tanta) necessidade de aprovação

Somos todos neuróticos? Resposta rápida à questão: não, não somos. Mas talvez você não se sinta melhor com as outras opções: para os psicanalistas, quem não é neurótico pode ser perverso ou psicótico – as três configurações psíquicas propostas por Freud.

O termo “neurose”, que saiu dos consultórios psiquiátricos há algumas décadas, continua consagrado nos divãs e no uso popular: quem não conhece (ou se considera) alguém cheio de “neuras”? O fato é que todos sofrem e precisam se virar para lidar com as próprias angústias, tanto as constituintes, relacionadas à infância, à história de vida e ao simples fato de ser humano, como as agravadas pelos tempos em que vivemos. Aliás, a ansiedade e a dependência da opinião alheia, tão características da neurose, podem ficar bem claras quando se está com um celular na mão sofrendo porque a mensagem foi visualizada e não respondida ou o textão no Facebook não teve muitas curtidas. Mas o que, afinal, se entende por neurose?

“Um neurótico é aquele que só consegue se relacionar a partir de certos pressupostos equívocos como: o que desejo é aquilo que imagino que o outro está me pedindo. Ou seja, identifico o desejo do outro com o meu”, explica Christian Dunker, psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Assim, estamos falando de uma maneira de encarar as relações que passa por fantasia, imaginação e insegurança – mas não alucinações, que já são do campo da psicose.

O neurótico sofre improdutivamente, de um jeito excessivamente orientado para fora, que não o leva a lugar algum. Christian Dunker, psicanalista

A neurose costuma ser tida socialmente como o jeito mais aceito de sofrer, como se fosse um distúrbio de comportamento “mais leve” – nos filmes e seriados, os loucos são os psicóticos e perversos, com seu sadismo e suas visões. Mas é preciso cuidado ao classificar a neurose como o jeito “normal” de lidar com a dor. “São muitas as formas de neurose e de possíveis relações com os sintomas. Em alguns casos, esses podem ser até piores e mais intensos do que os da psicose ou da perversão. Ao normalizá-la, transformamos em aceitável uma forma de sofrimento. Mais produtivo é encará-la e cuidar dela”, afirma Dunker. Como musicou Caetano Veloso, “de perto, ninguém é normal”. Olhar para as próprias “anormalidades”, portanto, é o começo do caminho para transformá-las e alcançar uma vida mais plena.

Não é fácil, porém. O neurótico tem muita dificuldade de assumir seus desejos, porta-se como se vivesse para os outros. Dependente, com frequência se sente abandonado, questionando se o outro não deveria amá-lo mais, se estão implicando com ele. Quanto maior a necessidade de aprovação, mais neurótico. Ele também se angustia com o próprio comportamento, questiona-se onde errou e martiriza-se com a culpa. “Há sofrimentos produtivos e improdutivos. O neurótico sofre improdutivamente, de um jeito excessivamente orientado para fora, que não o leva a lugar algum. Ele quer ser tudo para o outro e espera ser admirado por isso”, continua Dunker. “A neurose é a maneira como cada um se enrola na tentativa de satisfazer o desejo“, define a psicanalista Dominique Fingermann, de São Paulo. Em alguns momentos da vida, podemos “nos enrolar” mais. “Então o conflito entre obter minha satisfação e dar satisfação ao outro vai tomando proporções que, pouco a pouco, vão tornando a vida impossível”, acrescenta ela. É, portanto, crucial olhar para o modo como se lida com os próprios desejos.

Sacrifício e gênero

Quanto mais a pessoa se deixa escravizar pelas expectativas sociais e familiares, mais sujeita estará a neuroses perturbadoras. Por exemplo, quem pensa “não posso me casar, pois preciso cuidar dos meus pais” ou ‘tenho de continuar neste casamento infeliz, pois é o melhor para os meus filhos” não está se permitindo ser quem é. E aí a vida vira um sacrifício. “A angústia faz parte da condição humana, não é uma neurose. A neurose tem a ver com não se conformar com nossa incompletude”, aponta o psiquiatra e psicanalista Mario Eduardo Costa Pereira, professor de psicopatologia clínica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Nesse contexto, fica claro por que, em uma sociedade que reprime e cerceia o desejo feminino, são as mulheres as principais candidatas ao mal-estar. Não à toa, a histeria (uma forma de neurose) é historicamente associada a elas: na sociedade vitoriana, tradicional, patriarcal, regida por uma dupla moral, em que a mulher não tinha direito ao prazer sexual, enquanto o homem gozava de liberdade para realizar seus desejos e fantasias, é compreensível que a reivindicação do feminino, da sexualidade, explodisse pela via histérica. “Hoje, há estudos que mostram que você encontra mais mulheres tendo ataques semelhantes nas culturas onde existe maior repressão da sexualidade delas”, conta Pereira.

Desfecho possível

Independentemente do gênero, nem sempre é fácil perceber que se está abrindo mão dos próprios desejos e transformando a vida em uma sequência de sacrifícios. Até porque o neurótico não sofre o tempo todo. Por um longo período, é como se a pessoa estivesse fazendo uma “gambiarra” para viver mais ou menos bem. E aí, quando um fio é puxado – por exemplo, o casamento acaba ou a mãe, que estava sempre lá, morre –, tudo desaba. E a tristeza (ou as fobias, ou a obsessão) vem com tudo, de modo descontrolado.

“É possível transformar a neurose para que ela não atrapalhe a vida, mas que, pelo contrário, a providencie”, avisa Fingermann. Exige autoconhecimento e uma certa tranquilidade para que trabalhar a neurose não vire (mais) uma cobrança. O consultório é um dos caminhos – para quem está atrás de transformação, não apenas de medicamento. “Alguns pacientes chegam querendo saber de onde está vindo sua depressão, suas crises de pânico, e isso é ótimo. Mas é comum aqueles que não querem falar a respeito e me pedem um remédio para dormir. O comprimido vai funcionar, mas muito mais rico seria investigar o que, afinal, está tirando o sono”, diz Pereira.

Quantos não preferem continuar no mesmo emprego, no mesmo casamento, repetindo os padrões de comportamento e relacionamento? Conhecer o próprio desejo é desestabilizador, justamente porque pode provocar a conclusão de que é preciso reformar a vida. Com pavor de não suportar a liberdade, o neurótico vai se escravizando por aquilo que acha que os outros entendem como correto. “Ele está sempre se controlando, se impondo disciplina, se policiando, fazendo listas das coisas que precisa fazer”, diz Dunker, que classifica o “pós-neurótico” como aquele que, em vez de obedecer os outros e a si mesmo, passa a cuidar de si próprio. “Esse cuidado envolve a experiência de aceitar-se.” A aceitação pode vir com a terapia, ou mesmo com o tempo ou com uma experiência reveladora. Os caminhos são únicos de cada indivíduo e vale a pena investigar o seu.

Características básicas do neurótico, segundo o psicanalista Christian Dunker.

• Dificilmente se sente amado. É comum querer ser o mundo do outro e precisar de atenção o tempo todo.

• Da mesma forma que não se sente querido o suficiente, acha que o outro não gosta tanto da relação como ele, que o parceiro não está tão feliz como “deveria”.

• Duvida de si mesmo, não sabe se tem o “direito” de ficar bravo ou se o cônjuge está certo. É típico que ele julgue sentimentos como ruins: não posso sentir raiva, não posso ficar triste.

• Você costuma repetir padrões de relacionamento? Em alguma medida, a repetição é esperada, claro, mas tem quem não varie quase nada. “Quanto mais você repete, mais neurótico é”, diz Dunker.

Revista Cláudia

A Pornografia Afeta o Cérebro e a Líbido

A indústria pornográfica oferece a homens e mulheres a oportunidade de explorar suas fantasias mais íntimas.Porém, embora as imagens e filmes possam ajudar a aumentar sua libido, e muitos relatam melhora em seus relacionamentos por conta disso, há um outro lado afetando sua saúde. De liberação de hormônios que melhoram o humor ao desencadeamento de tendências viciantes, pornografia pode ter um efeito peculiar no cérebro humano.

Assistir pornô faz com que a dopamina, o neurotransmissor responsável pela recompensa e prazer, seja ativada. Mas, o surto contínuo e repetido de dopamina, por assistir regularmente pornografia, torna seu cérebro insensível aos efeitos.Um estudo publicado no JAMA Psychiatry, em 2014, descobriu que ver pornografia regularmente parecia aliviar a resposta à estimulação sexual ao longo do tempo. Isso significa que o cérebro precisa de mais dopamina, a fim de sentir o mesmo prazer que leva uma pessoa a assistir a mais pornografia, de acordo com pesquisadores alemães.Um estudo de 2011, publicado no portal Psychology Today, constatou que esses picos de dopamina pornográficos faz com que o cérebro dos usuários precise de experiências cada vez mais extremas para se tornar estimulados.

Após serem expostos a tantas imagens diferentes em filmes, os homens tornaram-se sensibilizados e estão cada vez mais incapazes de ficarem animados por encontros “comuns”. O relatório concluiu que a pornografia está criando uma geração de jovens sem “esperança sexual” ativa.Homens que assistem pornografia também podem estar encolhendo seus cérebros, de acordo com os pesquisadores alemães. A área do cérebro relacionada com a motivação e recompensa de resposta, encolheu naqueles que viam mais pornografia. O estudo marcou a primeira vez que pesquisadores descobriram uma possível ligação entre a exibição regular de pornografia e danos físicos. No entanto, eles observaram que é possível que as pessoas que passam mais tempo vendo pornografia tenham nascido com alguma “tendência” natural no cérebro.

Quando viciados em pornografia assistem o material, a parte de ‘vício’ do cérebro é estimulada, explicaram os pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, em 2013. Os cérebros dos homens jovens que são obcecados por pornografia online, são “iluminados como árvores de Natal” ao ver as imagens eróticas, descobriu o estudo pioneiro. A área estimulada é a mesma responsável pelo prazer e vício em drogas e álcool.

Ventral striatal activity whilst watching porn – group average of Healthy Volunteers and group average of Compulsive Pornography Users.
Imagem: Daily Mail / Tradução livre

Um outro estudo da mesma universidade, de 2014, descobriu que viciados em sexo que assistiram pornografia desde cedo tiveram três regiões do cérebro mais ativadas do que seus colegas que não eram viciados. O estriado ventral, cíngulo anterior dorsal e a amígdala, ativos pelos viciados, são as mesmas que respondem aos estímulos de drogas. O estriado ventral está envolvido na recompensa e motivação de processamento, enquanto o cíngulo anterior dorsal tem a ver com a antecipação de recompensas e desejo pela droga. A amígdala está envolvida no processamento do significado dos acontecimentos e emoções.